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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Os Intocáveis

como vocês já devem ter percebido, a tpm é uma fase complicada na minha vida. nesse mês, tive a felicidade de não me afundar em algum filme de drama (desculpa, Her, ainda te amo). ta, estou mentindo um pouco, porque eu fui atrás de um filme de drama mesmo. acabei escolhendo "Os Intocáveis" e foi surpreendente. primeiro porque não é exatamente um drama, daqueles de destruir cada pedacinho do nosso coração. ele trata de um assunto dramático de forma divertida e envolvente. comédia dramática? 

o filme de 2011, é francês e conta com a direção de Olivier Nakache e Éric Toledano. é baseado no livro autobiográfico "Le Second Souffle", de Philippe Bozzo di Largo, que retrata a relação de amizade criada entre Philippe (François Cluzet) e Driss (Osmar Sy). o primeiro, um milionário que fica tetraplégico em um acidente e que precisa contratar um cuidador. o segundo, de baixa renda que acaba virando cuidador de Philippe sem ao menos ter experiência para tal, apenas pelo desejo de Philippe de não estar sobre os olhos de alguém que não sentisse pena de sua condição.

já estava imaginando um monte de desgraça por vir (quem eu era antes de você, a culpa é toda sua), mas a verdade é que Driss se sai muito bem, pois realmente não carrega pena pela condição de seu patrão. mesmo sendo descuidado em alguns aspectos, ele se demonstra apto para o cargo. fora que ele é extremamente divertido.

eles compartilham experiências e conhecimentos sobre arte, música, conseguindo ligar os pontos de cada lado de um abismo. os dois repensam e enfrentam seus medos e suas realidades, de formas diferentes, mas graças ao enriquecimentos que a presença um do outro traz.  vemos o Driss inconsequente se tornando alguém consciente de suas atitudes e responsabilidades. e Philippe perdendo o medo de sua condição e vivendo.

é um filme antigo e muitos já devem ter visto, mas assistam novamente. ou pela primeira vez.


segunda-feira, 15 de junho de 2015

feliz dia dos dinossauros

na sexta feira, tive a felicidade de ver Jurassic World. sinceramente, não pensei que fosse amar tanto, mesmo tendo um certo apego emocional aos dinossauros e ao jurassic park. eu amei os efeitos visuais, queria levar os dinossauros (herbívoros) pra casa e botar na cama comigo. o roteiro é bem o que eu disse, eles não aprendem que não podem ficar brincando com dinossauros e dá ruim. 

o filme começa com dois irmãos indo ao parque. o mais novo, Gray, é apaixonado por dinossauros e um fofo. já o mais velho, Zach, é um chato do cacete que tirou a minha paciência, um insensível. a tia desses meninos, Claire, é a chefe de operações e mal dá atenção pros garotos, é do tipo fria, extremamente organizada e focada no trabalho. ela está ocupada com os planos de colocar uma nova atração no parque, a tão querida indominus rex, desenvolvida em laboratório e criada em cativeiro.

um tal rapaz, Owen, adestrador de raptors - por falta de denominação melhor, é consultado para analisar as condições da tal indominus rex como atração. ele explica que a rex não compreende o que é viver fora do seu cativeiro e que seria um perigo para todos tê-la no parque e que fora uma grande estupidez cria-la. obviamente, ela escapa. e então começa toda a saga do filme. perseguindo-a, que na verdade os persegue.

toda a perseguição é genial, todo o desenvolvimento e evolução dos personagens também, a luta pela sobrevivência e de proteção. o descobrimento de sentimentos. o medo de morrer e perder tudo, principalmente as pessoas. achei um filme completo, onde me diverti, chorei e senti receio. fiquei ansiosa, confusa, com medo e aliviada com o final, que é surpreendente. (t-rex, você é meu grande amor, o que tive com a indominus foi só uma fase)

recomendo que assistam, muito, de verdade. valeu cada centavo do ingresso. 

quinta-feira, 11 de junho de 2015

dia dos namorados? jurassic world!

dia dos namorados está aí, o pessoal tá correndo atrás de presente, reserva em restaurante e todas essas coisas do tipo. já tem alguns anos que não comemoro essa data ao lado de um namorado, mas nunca deixo a data passar em branco. porque? tristeza em estar sozinha? não. (ok, no começo foi) mas  por ser um dia pra demonstrar amor. agarro nas minhas amigas e amigos e saímos pra comer ou só pra conversar.

esse ano temos esse grande evento chamado estreia de Jurassic World. (ok, é hoje a estreia, mas a vida só vai permitir amanhã mesmo)

Jurassic World é o quarto filme da franquia Jurassic Park. eles estão de volta à Ilha Nublar, com o lindo maravilhoso parque temático, que agora conta com os dinossauros domesticados. como sempre (eles não aprendem), surge uma ameaça: uma tal modificada genética que adquire inteligência superior. 

to botando fé na produção, nos efeitos e no roteiro. só o Chris Pratt que não me agrada, mas são problemas pessoais e prometo ir com o coração aberto. conto sobre o filme assim que possível e sem falar só dos dinossauros. 


terça-feira, 9 de junho de 2015

A Esperança - O Final

"senhoras e senhores, bem vindos aos 76º Jogos Vorazes"


sexta-feira, 5 de junho de 2015

teaser trailer de Macbeth.

maravilhoso é pouco.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Macbeth, quero sim, quero muito

vocês gostam de Shakespeare? (por favor, ein)

pois bem, esse ano temos a estréia de Macbeth. e estou ansiosa. na verdade, fiquei após a liberação desses vídeos:



pra quem não conhece a história, Macbeth (Michael Fassbender ♥) é um general do exército escocês que, após um presságio de ser o novo monarca, trai seu rei com a ajuda e manipulação de sua querida mulher Lady Macbeth (Marion Cotillard ♥) e alcança o trono da Escócia. depois disso, ele comete algumas loucuras e assassinatos e a culpa e o remorso o deixam paranoico.

gente, eu juro que é maravilhoso. e com esse elenco e a produção que está visivelmente surpreendente, acredito que vai ser um dos melhores filmes do ano.


qualquer novidade, conto pra vocês!

quarta-feira, 15 de abril de 2015

500 dias com ela, meu grande amor.

Há um tempo atrás eu conheci 500 dias com ela e foi amor ou não-amor à primeira vista. Desde então, eu o assisto sempre que posso. minha mãe já não suporta mais, coitada. Sabe aquele filme que você simplesmente sabe todas as falas? Pois bem, esse é o meu.

Ta, mas porque um filme assim tem tanto valor pra mim? É que eu sou muito romântica só me fodo e, nos primeiros minutos do filme já me senti surpreendida, o narrador ressalta que é uma apenas uma história onde o garoto conhece a garota e não uma história de amor. Perai, to acostumada com filme de romance e comédia romântica em que o mocinho termina com a mocinha, como assim? Vou tentar explicar. 

Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt ♥) é um arquiteto formado que não segue carreira e trabalha em uma empresa de criação de cartões comemorativos. Ele é o tipo cara romântico que acredita no amor verdadeiro e no destino. Seu chefe, então, contrata uma nova assistente, Summer Finn (Zooey Deschanel), o que para Tom, só pode ser o destino, no dia 01. O problema é que Summer é uma garota pé no chão que nem no amor acredita direito. Se não fosse o spoiler no começo do filme, você provavelmente pensaria que Tom seria o cara com quem Summer descobriria o que é amor. Ah, tão lindo, mas claro que não é assim. No começo do "rolo", ela já deixa claro que não quer nada sério, o que, no coração do Tom, não dá muito certo. Depois de um certo tempo juntos, ele sente necessidade de algo mais, Summer não gosta da ideia e termina com ele no dia 290. Digamos que ele não reage muito bem e passa por aquela fossa. Eu quero dizer AQUELA FOSSA. São dias e dias sofrendo, mas tudo melhora, ta? Como vocês devem imaginar, as coisas terminam no dia 500.

Esse foi um resumo bem linear da história, no filme, nos deparamos com ela não-linear, o que faz com o que tudo fique mais leve e gostoso de assimilar. São takes dos tais 500 dias, com comparações dos momentos felizes, dos que as coisas já não estavam indo bem e do Tom completamente deprimido. Acho que é uma das melhores formas de trabalhar um roteiro, porque de linear já basta a vida. O filme também tem muitas coisas cômicas, como a irmã mais nova de Tom, Rachel, que é muito mais madura do que o irmão e sempre tem algo a dizer, ou os amigos de longa data do Tom. Ou até o próprio Tom dançando por aí, sofrendo por aí e cantando por aí (isso me faz lembrar que a trilha sonora é simplesmente a que eu mais gosto, talvez pela forma com que o próprio roteiro se relaciona com ela). 

O filme é baseado em fatos reais. Um cara na fossa, sim. Que transformou sua desgraça no meu roteiro favorito, sim. Te considero pacas, Scott Neustadter. Claro que houveram mudanças e a perspectiva do outro roteirista, Michael Weber, também foi colocada. O legal é saber que tudo isso nada mais é do que a vida. Todos vamos passar por muitos relacionamentos, muitas paixões e muitos amores e ilusão de amores até encontrar alguém com quem você simplesmente vai ter uma ligação. Eu sou do tipo que não acredita em destino e nem que existe um amor da vida por aí, que vai me encontrar do nada e vamos descobrir que fomos feitos um pro outro. Todos somos fadados ao sofrimento pelo amor não correspondido, nem que seja uma vez na vida, mas a gente que escolhe como vai sofrer. O Tom é exatamente a prova do exagero. A Summer é a prova de que existe o outro lado. Somos vítimas, mas também somos os culpados. Todo mundo já se esteve em uma relação assim, ou amando demais ou amando de menos. O mais importante é saber enxergar isso. "Tom finalmente aprendeu que não existem milagres. Não existem coisas como o destino. Nada está destinado a ser. Ele sabia. Ele tinha certeza disso agora."

Só mais uma coisa, o próprio diretor, Marc Webb, dá uma linda visão de tudo: "Chegamos a uma conclusão diferente, de uma coisa. Além disso, a maioria das comédias românticas são mais leais a uma fórmula que a verdade emocional. Trata-se de felicidade e de aprendizagem que você vai encontrar dentro de si mesmo, em vez de nos grandes olhos azuis da moça no cubículo do corredor. Eu queria fazer um filme sentimental e um filme não cínico. Em minha mente, eu queria que fosse algo que você pudesse dançar. É por isso que nós colocamos um parêntese no título - é como uma canção pop em forma de filme. Não é um grande filme. Não se trata de guerra ou pobreza. Trata-se de 500 dias na relação de um cara jovem, mas não é menos merecedor de atenção. Quando seu coração é partido primeiro, ele consome você. E é uma emoção que eu queria fazer sobre um filme, antes que eu esquecesse como se sentia." Dá pra entender porque ele é tão especial?

segunda-feira, 30 de março de 2015

Her.

estou passando por uma fase mais melancólica do que o normal (tpm) e isso faz com que todas as músicas, livros e filmes sigam essa linha também (afinal a solução é ficar mais triste). acabei assistindo Her mais do que pode ser considerado saudável e é justamente sobre esse filme que quero falar pra vocês (sinceramente espero que já conheçam).

Her, conta a história de Theodore, um escritor de cartas (sim, ele escreve cartas pelas pessoas) melancólico e solitário. o seu tempo fora do trabalho é gasto com jogos, pornografia, chats com mulheres aleatórias e encontros corriqueiros com seus amigos, tudo para, teoricamente, esquecer sua ex-mulher.

ele instala Samantha, um sistema operacional interativo, que se adequa ao usuário, ela organiza e-mails, agenda e, de um jeito único, cuida do usuário. os problemas começam quando Samantha começa a criar desejo por sentimentos e quando Theodore se apaixona por ela. agora, imaginem como é se apaixonar por um sistema operacional (android, eu te amo, mas vamos com calma). nesse meio, podemos ver que o filme fala sobre a forma como nos relacionamos com a tecnologia, como o vazio e a ausência de relação com outras pessoas influencia por completo os nossos sentimentos. ele é cheio dessas ~crises sentimentais~, típicas de todo ser humano que se preze.

fora todo esse estudo sobre as relações humanas, o filme tem uma fotografia esplêndida, que foca em tons pastéis e uma iluminação maravilhosa, que se opõe a ilusão de um futuro todo prateado e com carros flutuantes em todo canto. 

ele também tem uma trilha sonora bem trabalhada e delicada. 

bom, assistam. acredito que é um dos melhores roteiros do cinema. Spike Jonze não ganhou Oscar de Melhor Roteiro Original à toa. 


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Into The Wild, meu filme mais indicado de todos os tempos.

Tava dando uma olhada nos meus textos e percebi que tinha comentado em maio nesse post aqui, que iria falar sobre o livro e o filme "Into The Wild". Tudo bem, eu to um pouco atrasada, mas o que vale sempre é a intenção. 

Ambos contam a história (verídica) de Christopher McCandless, um jovem norte-americano que deu às costas pra sociedade logo após se formar na faculdade e saiu em busca de uma vida livre atravessando a América do Norte até o seu sonhado destino, o Alasca. Tentando se livrar de alguns fantasmas familiares, procurando a distância do homem e seu materialismo exacerbado e buscando contato livre com a natureza selvagem e o que ela pode oferecer. Ele simplesmente desapareceu sem avisar a ninguém e nunca mais voltou pra casa. No início de sua jornada, sai com um pouco de dinheiro e seu velho Datsun amarelo, mas acaba abandonando o carro e queimando o seu dinheiro, adotando um novo estilo de vida e um pseudônimo, Alexader Supertramp, influenciado por autores como Jack London, Thoreau e Tolstói. Ele passa por vários lugares, mas nunca se fixando, apenas marcando a vida das pessoas que encontra em seu caminho, devido à simpatia e inteligência. Chega ao Alasca, onde acaba morrendo (spoiler) no ônibus que transforma em moradia. Mas toda a sua história, luta o transformou em um símbolo para várias pessoas, que lutam contra o estilo de vida materialista da sociedade como um todo. E nos faz refletir sobre nossas escolhas e suas consequências. 

O livro tem teor biográfico e jornalístico, o autor, John Krakauer, iniciou uma pesquisa, refez o caminho de McCandless e entrevistou todas as pessoas envolvidas no caso. A partir disso, tenta compreender todas as motivações para essa jornada. Eu, particularmente, achei o livro um pouco cansativo, já que não sou muito fã de biografias. Ele não carece de informações e é bem conciso, mas notamos que são dados e dados. Em alguns momentos dá pra notar que ele está bem envolvido com a história, mas o profissionalismo sempre vem à tona. 

Essa história foi transformada em filme em 2007, com direção de Sean Penn e uma atuação ótima de Emile Hirsch, que faz com que a gente se apaixone pelo Supertramp e pela sua sagacidade, fora as lágrimas que rolam facilmente com tudo o que ele deixa pra trás e seu dramático fim. A narrativa do filme é não linear (coisa que aprecio muito), o que nos coloca em contato com a vida dos seus pais e irmã longe do parente e alguns flashbacks explicativos que nos auxiliam com a trama. A trilha sonora do Eddie Vedder, que já citei aqui no Nó, é maravilhosa, foi por meio dela que conheci o filme e, posteriormente o livro.

Eu não quero contar toda a história dele, porque acredito que assistir ao filme é a melhor opção, afinal toca cada um de uma forma distinta. Em mim, significa muita coisa, coisa que eu mesma nem sei explicar. Eu só sei que aprendi a valorizar mais cada coisa simples da vida. Cada maçã, cada pôr do sol, cada pessoa nova e momento novo. É bom pra parar de pensar um pouco na conta bancária e nas novas conquistas financeiras e pensar mais na sua condição como pessoa.

Caso se apaixonem ou já estejam apaixonados, leiam o livro também.

"Happiness only real when shared."

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Sobre Into the Wild.

Há uma eternidade um tempo, eu venho querendo fazer indicações, do tipo diretas, até porque já indiquei umas coisas em textos anteriores. Então, uma vez por semana (ou mais) eu vou falar de algo que tenha muita vontade de fazer vocês gostarem também, ou ao menos conhecerem. Chega de Luma mimizando nos textos.

Fiquei me perguntando com o que começaria, veio tanta coisa na minha cabeça, tanta banda, tanto livro, tanto filme.. mas tem uma coisa esses dias que tem me incomodado: não ir ao show do Eddie Vedder (e, como se não bastasse, são três oportunidades perdidas), até cheguei a pular as músicas da minha palylist só pra não passar mais vontade. Anyway. (Ah, pra quem não sabe, Eddie Vedder é o vocalista do Pearl Jam.)

Em 2007, ele lançou seu primeiro álbum solo, chamado Into the Wild, a trilha sonora do filme de mesmo nome (aqui no Brasil, Na Natureza Selvagem). O disco tem 11 faixas, uma mais maravilhosa do que a outra, que se encaixam perfeitamente com a história do Alexander Supertramp, protagonista do filme. O disco é suave, bem folk e tem umas pitadas de ukulele, o que o torna muito gostoso de ouvir. Sem contar a voz do Eddie, ela se mescla muito bem com todas as melodias.

Vou, primeiro, mostrar a música que eu mais amo do CD: Rise. Gosto dela pelo conjunto, amo a melodia, amo a voz e amo a letra. É um caso sentimental.


Agora, Guaranteed, que ganhou o Globo de Ouro de melhor canção original em 2008. Ela é maravilhosa a sua maneira. Tanto a letra como a melodia são bem melancólicas, talvez seja a música que mais retrate a forma de pensar e o jeito de ver as coisas do Supertramp.


É só uma prévia, mas já é alguma coisa. O link pra baixar o álbum completo é esse aqui.

Obs.: outro dia eu falo do filme (e do livro).

terça-feira, 15 de abril de 2014

Sobre Divergente.

O que falar sobre esse divergente que mal vi e já considero pakas?

Quem me conhece sabe que tenho falado muito, muito mesmo sobre Divergente e, como estou muito emocionada com os últimos acontecimentos, resolvi contar algumas coisas.

A princípio, Divergente é o primeiro livro da trilogia de mesmo nome, da Veronica-maravilhosa-Roth, que conta a história de uma sociedade distópica, um pós-guerra, dividida entre cinco facções, separadas por virtudes específicas, cada uma relacionada com os atributos considerados culpados para o caos do mundo. Os que culpavam a ignorância, se uniram à Erudição; os que culpavam a covardia, se uniram à Audácia; os que culpavam a mentira, se uniram à Franqueza; os que culpavam o egoísmo, se uniram à Abnegação e; os que culpavam a agressividade, se uniram à Amizade. Mas pertencer a uma facção não vem do nada. Aos dezesseis anos, um teste de aptidão deve ser feito, para saber em que lugar você se encaixa melhor, para saber o melhor caminho a ser seguido, porém sempre com livre arbítrio para seguir o seu próprio.
É aqui que entra a Tris. O dia do teste chegou para ela, e é quando descobre que não se encaixa em apenas uma facção, mas sim em três: Abnegação, Audácia e Erudição, ou seja, é uma divergente e precisa esconder isso de todos para sobreviver. Ela escolhe a audácia como sua facção e entra em uma vida de treinos físicos e mentais para vencer os seus medos. Lá também conhece Quatro, um membro da Audácia, que se transforma em sua paixão. Além de tudo, com o tempo começa a descobrir detalhes sobre a sua sociedade nenhum pouco perfeita.

Depois dessa sinopse meio bagunçada só tenho a dizer que me apaixonei pelo enredo. Foi a Jacquelinda que me apresentou e só tenho a agradecer (nem mil big macs pagarão a gratidão). A Veronica sabe muito bem como te prender à leitura e, principalmente, como despertar vários sentimentos em você. Senti muita³ indignação e chorei feito bebê em muitas partes (to tentando não dar spoiler).

Agora vem a melhor parte. Ontem, dia 14.04, fui a pré-estreia do filme (obrigada a Jacquelinda novamente - e a equipe do Divergente Brasil também.)-(ah, assistam ao trailer aqui). Digamos que eu esperei mais de um ano por isso e quando o momento chegou, contar pra vocês que ó, eu tava borbulhando. Passei o filme todo exposta a todo o tipo de emoção. Chorei muito de novo. Palmas pra todos os roteiristas e ao Neil Burger, diretor do filme. Eles souberam captar tudo da melhor forma. O filme é longo e mal senti o tempo passar. Saí de lá em êxtase, não conseguia parar de pensar nas cenas, em como tudo tinha acontecido e em como eu era uma sortuda em estar ali. O elenco é perfeito, a Shailene Woodley que faz a Tris, me surpreendeu, foi muito melhor do que a minha imaginação.

Só posso dizer que o livro e o filme valem muito a pena. Tem muita coisa pra ser aprendida com a história, sobre como vencer seus medos, como lutar; o valor da família, do amor e da necessidade de apenas ser você mesmo. É aquele tipo de história que te preenche e agrega coisas à sua vida.

(não liguem pra falta de sentido do texto, eu to meio grogue ainda, conforme o tempo for passando, eu vou melhorando, mas já postei por motivos de ansiedade).

Bom, é isso.

BE BRAVE.