tudo começou com a lembrança de um sonho. foi necessário apenas me ajoelhar para que viesse. e lá estava eu implorando. implorando por mim. e pelo o que restava do meu coração. implorando para que a sensação de abandono não tomasse conta de mim. implorando para que a chuva passasse ou para que minha voz saísse. só queria me sentir reconfortada. já tive esse sonho muitas vezes, com inúmeras variáveis. sendo com pessoas diferentes ou apenas lugares diferentes. mas todo como a mesma sensação de insegurança. com essa sensação de não ser o bastante. esse medo constante. medo de me perder. de perder as pessoas. um medo que luto contra acordada, um medo que conscientemente tento apagar. e, assim, será sempre, não importa o quanto eu sonhe.
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quinta-feira, 2 de julho de 2015
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Red Lips Day
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| oi olá |
Eita, dia pra usar batom vermelho? Tem sim. Essa campanha começou lá com a blogueira Renata, do Mulher Vitrola. Na minha singela opinião, todo dia é dia de batom vermelho, pra quem quiser que seja. Você não tem que se importar com opinião de maquiadores ou com opiniões masculinas desde que você se sinta bem assim. Deixa a neura de lado, deixe os tendenciosos de lado e arrisque! Nunca se esqueça que é você que tem que tomar suas decisões e não to falando só da cor de um batom.
Estou participando graças a minha madrinha e uma mulher querida maravihosa, a Jout Jout, por causa desse vídeo aqui:
Ah, pra participar, arrase no batom vermelho e compartilhe no instagram com a tag #RedLipsDay2015
quarta-feira, 10 de junho de 2015
amai-vos uns aos outros como eu vos amei
vim aqui falar umas coisas, mas primeiramente quero deixar claro que não vou falar do caso da trans crucificada (se quiser comentar, não cite isso, por obséquio). vou falar de coisas que vivi, vivenciei e escutei.
a maioria das coisas que eu li estavam longe da defesa da sua posição. muito longe. as pessoas estão usando sua fé pra disseminar ódio. ah, você tá do lado daquilo e não da sua religião? sim! porque eu sou humana, acima de tudo, e porque: a minha religião não é a mesma dos outros. olha só que descoberta incrível! a sua verdade não é a verdade de ninguém! há milhares de pessoas no mundo que não são cristãs, milhares de pessoas no mundo que não são religiosas. e, pelo o que eu aprendi, ser cristão é amar o próximo acima de tudo. sim, de tudo! então eu vou amar gays trans lésbicas do jeito que eles são. e não ficar enfiando caraminhola na cabeça deles pra eles se odiarem. vocês não enxergam o ódio que disseminam! e, não falo só dessa semana, isso é diário. vocês não entendem que eles só querem ser aceitos. querem sair de casa sem medo de morrer. querem seus direitos como cidadãos, porque religião e estado não podem se misturar! (segue tweet do amor de minha vida Pde. Fábio de Melo)
eu vivi o preconceito na pele, não fui vítima de violência, mas fui de fofoca, de destruição de imagem e coisas do tipo. vocês não perceberam que mudaram completamente a forma como eu enxergo a religião. Deus tá bem longe do que vocês fazem, porque ser missionário, ser cristão, não é sufocar ninguém com religião. não é diminuir ninguém. é amar.
"O que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor."
a maioria das coisas que eu li estavam longe da defesa da sua posição. muito longe. as pessoas estão usando sua fé pra disseminar ódio. ah, você tá do lado daquilo e não da sua religião? sim! porque eu sou humana, acima de tudo, e porque: a minha religião não é a mesma dos outros. olha só que descoberta incrível! a sua verdade não é a verdade de ninguém! há milhares de pessoas no mundo que não são cristãs, milhares de pessoas no mundo que não são religiosas. e, pelo o que eu aprendi, ser cristão é amar o próximo acima de tudo. sim, de tudo! então eu vou amar gays trans lésbicas do jeito que eles são. e não ficar enfiando caraminhola na cabeça deles pra eles se odiarem. vocês não enxergam o ódio que disseminam! e, não falo só dessa semana, isso é diário. vocês não entendem que eles só querem ser aceitos. querem sair de casa sem medo de morrer. querem seus direitos como cidadãos, porque religião e estado não podem se misturar! (segue tweet do amor de minha vida Pde. Fábio de Melo)
eu vivi o preconceito na pele, não fui vítima de violência, mas fui de fofoca, de destruição de imagem e coisas do tipo. vocês não perceberam que mudaram completamente a forma como eu enxergo a religião. Deus tá bem longe do que vocês fazem, porque ser missionário, ser cristão, não é sufocar ninguém com religião. não é diminuir ninguém. é amar.
"O que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor."
terça-feira, 9 de junho de 2015
falar? tô fora.
sempre tive problemas em me expressar. sou do tipo que fala demais, mas que, ao mesmo tempo, fala de menos. aquele tipo chato de pessoa que fala nas entrelinhas - ou até não fala. claro que tem certas coisas só cabem a mim saber. minha vida, como diria minha psicóloga, é um livro aberto, mas com páginas coladas que somente eu tenho acesso.
mas alguns sentimentos devem ser expressados. algumas coisas que passam por nós devem ser botadas pra fora. seja com um amigo, com um terapeuta, com um texto ou até mesmo com a pessoa que você acredita que precisa desabafar. não falar vai te botar naquele bom e velho labirinto. e nem é só sobre mágoa, problemas ou coisas do tipo, é sobre o amor também.
minha mãe sabe, por exemplo, que não sou de falar que a amo (mas espero que ela saiba) e o mesmo vale pra todos os meus familiares e meus amigos. são poucas as situações em que me sinto confortável pra falar sobre amor e todas as outras coisas. talvez por acreditar que as atitudes valem mais do que as palavras. não adianta dizer que ama e não demonstrar que ama. não precisa de presente, não precisa de demonstração pública. precisa de presença, precisa de afeto. então, desculpa se não digo que te amo, é que eu tento provar.
sobre o resto? prometo trabalhar.
sexta-feira, 29 de maio de 2015
realidade ou ilusão
os últimos dias têm sido uma tortura. tenho me agarrado ao meu passado como se ele fosse ter algum tipo de resolução diferente. tudo bem, não vou mentir. é medo. é medo de olhar pro meu presente e ver um mundo novo a ser vivido. um mundo que não conheço. cheio de sorrisos que nem sabia que tinha capacidade de esboçar. medo de que exista algum tipo de queda após essa elevação. medo de viver? não. medo de me entregar. medo da dor que possa surgir. a dor anterior é fácil de lidar. é uma dor conhecida, que nem tira mais meu ar. mas tudo agora tira. o ar falta, esgota. me paralisa. mas também me aquece, me adormece, me acalma.
de fato, o que me falta é coragem.
quinta-feira, 7 de maio de 2015
ser, não estar
às vezes, me sinto tão feliz, tão inebriada pela sensação de alegria que simplesmente não sei como transformar as sensações e os sentimentos em palavras. como dizer que cada segundo que passei nos últimos dias foi especial. mesmo sendo coisas tão simples como comer sem limites, ver séries, filmes e ter conversas sobre os mais diversos temas. a felicidade é tão simples, nós que a fazemos complexa, ao achar que ela é inatingível ou que depende de milhares de fatores para ser verídica.
nunca concordei tanto com o Jeneci, em seu célebre verso: felicidade é só questão de ser. ser, não estar. uma coisa ou outra nos deixa de fato felizes, mas é a nossa totalidade, a nossa imensidão que vai nos dar a certeza da felicidade. nada do que eu tenho passado teria real valor no final, caso eu não aceitasse e abraçasse todos os sorrisos que a vida tem me proporcionado. se eu não estivesse encarando a vida com menos raiva, menos nervoso e menos ansiedade (mentira, ainda sou 100% ansiosa). se eu não tivesse a certeza de que o que eu sou é de fato o que eu quero ser.
então, apenas seja. o que quiser ser e como quiser ser. o segredo é se permitir ser feliz.
então, apenas seja. o que quiser ser e como quiser ser. o segredo é se permitir ser feliz.
terça-feira, 5 de maio de 2015
quando bate aquela vontade
cheiro de maracujá me lembra minha mãe. cheiro de axe chocolate, o meu pai. cheiro de egeo, meu ex-namorado. cheiro de chá me lembra minha vó. cheiro de terra molhada me lembra a faculdade. cheiro de sabonete glicerinado me lembra Alice. são só exemplos brincadeiras da minha mente. ligando cada coisa a cada pessoa. é como acontece com as músicas e até mesmo com os lugares.
é como mesmo não pensando em você, a vida arruma um jeitinho especial de te recolocar em meus pensamentos. é como me sinto quando escuto uma das milhares de músicas que fizemos nossas sem mesmo perceber ou sem mesmo tentar. como quando vejo uma receita e, sem pensar, penso em dividir a refeição ao seu lado. como quando sinto cheiro de café. ou como quando tudo o que eu queria sentir é o seu cheiro.
é como mesmo não pensando em você, a vida arruma um jeitinho especial de te recolocar em meus pensamentos. é como me sinto quando escuto uma das milhares de músicas que fizemos nossas sem mesmo perceber ou sem mesmo tentar. como quando vejo uma receita e, sem pensar, penso em dividir a refeição ao seu lado. como quando sinto cheiro de café. ou como quando tudo o que eu queria sentir é o seu cheiro.
segunda-feira, 13 de abril de 2015
desculpas esfarrapadas.
eu lembro. lembro do tempo passando devagar, da sua voz sussurrando coisas que não conseguia ouvir, das risadas abafadas no travesseiro. tentar achar seu rosto no escuro. cada toque em meu cabelo. querer fugir e, ao mesmo tempo, querer que nunca acabasse. pegar no sono e de acordar de manhã com seu rosto ali, iluminado. lembro de que foi ali que eu tive a certeza de que éramos algo mais. e que meu coração se apertou. é que às vezes acho que não devo, que cada momento ao seu lado só nos traz mais problemas. medo de que um dia toda essa luz se transforme em escuridão. que tudo fique somente na memória.
então, meio que dando uma de vidente, já peço desculpas por ser tão assim, por ser tão eu. por não saber o que falar, por falar demais às vezes, e por te amar mais do que deveria.
então, meio que dando uma de vidente, já peço desculpas por ser tão assim, por ser tão eu. por não saber o que falar, por falar demais às vezes, e por te amar mais do que deveria.
e peço desculpas por tornar tudo isso público.
mas eu quero que seja.
quinta-feira, 2 de abril de 2015
uma palavra.
sempre fui contra o discurso dos opostos se atraem. não sou exatamente a pessoa mais experiente quando o assunto é relacionamento, mas eu sei que os detalhes que dividimos em comum fazem a diferença, principalmente os valores. comemorar quando aquela candidata ganhar a disputa a presidência, ficar indignada com a proposta da redução da maioridade penal, ser a favor da criminalização da homofobia, frequentar a igreja. todos esses são detalhes que fortalecem. você para e pensa: wow, olha o ser humano maravilhoso com o qual eu divido minha vida.
e não é só isso. uma coca e um brigadeiro, pra lembrar que aquela mania de preferir trakinas a passatempo não faz diferença. que amar supercombo vale a pena mesmo que um goste um de ellie e o outro de beatles. aquelas lágrimas com aquele mesmo filme, aquele mesmo livro, aquela mesma música. a coragem de encarar o mundo e o medo de cair. aquela mania de achar que a vida é uma grande desgraça, mas lembrar dos momentos da rotina e sorrir. valorizar o nascer e o pôr do sol, cada bom dia, boa noite. só ficar do lado e dividir um silêncio sem se preocupar. só estar.
e saber. saber que mesmo sem todos os beijos, sem todos os abraços, somos felizes exatamente como somos.
o que temos é só nosso. o que temos é maior.
segunda-feira, 30 de março de 2015
assim.
esses são os piores dias. os dias em que perco o controle, os dias em que meus olhos se marejam ao olhar uma flor, ao ouvir uma música ou naquele momento em que eu simplesmente deixo minha mente vagar sozinha por alguns segundos. e eu fico assim.
assim sem vontade.
não quero sair da cama, conversar com ninguém, ter contato com ninguém. dias em que me envolvo com um monte de entretenimento só pra me manter ocupada, só pra evitar meus pensamentos. mas, na primeira oportunidade, sou traída por mim mesma. e a primeira coisa que penso é em tudo o que passei. tudo o que fiz, tudo o que gritei, só pra me sentir melhor. e pra descobrir que tudo o que fiz foi exatamente tudo o que me fez ficar assim.
assim sem coragem.
assim perdida.
assim meio que sei lá.
terça-feira, 17 de março de 2015
o vento.
gosto do vento, de como ele toca em minha pele, me faz sentir alívio e tantas outras vezes, tensão. gosto do que faz com o meu cableo, como o torna natural, leve e bonito. gosto do cheiro que ele traz. de chuva, de flores e até da poluição. gosto de escutar o seu som nas folhas ou simplesmente na minha janela. gosto de olhar as folhas das árvores, que dançam conforme seu ritmo.
mas gosto mais ainda de como ele me faz sentir viva.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
posso agradecer.
os segundos passam pesados, perco a noção do que é minuto ou hora, o mundo parece sair de órbita. há muito não sei o que é descansar, sentir o meu corpo renovado com uma noite de sono. meu corpo pesa, minha alma também, minha cabeça já se transformou eu um amontoado de pensamentos, os quais nunca me levam a lugar nenhum. apenas pra um lugar mais fundo e mais fundo de mim mesma.
já tentei de tudo, mas nada parece resolver esse problema. é como se houvesse uma força muito mais do que eu, muito maior do que a minha, pra me manter acordada, ou dormindo por pouco tempo. queria poder transformar em palavras minha angústia. mas não posso. simplesmente não consigo.
em noites assim, giro em cada detalhe de mim, do que me formou. em todas as coisas que me fizeram chegar até aqui. e o problema é que sou sonhadora demais. sim. sonhadora demais. mas o medo dos meus sonhos desfeitos brota em cada sonho, em cada pesadelo, surge no desespero.
não me julgo como uma criança traumatizada. minha mãe sempre fez o impossível por mim. meu pai saiu de casa muito cedo e isso nos afastou (hoje reatamos boa parte do nosso relacionamento). acredito que só quem não teve seu pai por perto compreende o que é não ter seu pai por perto. ninguém substitui essa figura e aprendi isso conforme os anos. de modo bruto, fiquei carente. ah, a doce carência.e é ela quem me afeta, quem me deixa acordada. ela é o que me faz sonhar. ela é o que sou.
é também a desconfiança. eu demoro pra conseguir me abrir e, não sei se o faço do modo certo (esse blog é maior do que minhas conversas). muitas pessoas sabem de minha história e sabem de modo simples como me sinto. mas são poucos os que me viram em desespero. e os amo. amo com todas as minhas forças. amo você que me ouviu e só me ouviu. te amo por existir em mim.
e, pensando nesses rostos, adormeço.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
e-mail.
você deveria ver minha vida agora. ver como eu luto todos os dias pra me manter sã. como minhas mãos tremem o dia todo. como não consigo dormir caso a tensão do dia tenha sido alta. como não sei confiar nos outros e, às vezes, nem em mim mesma. mas, acima de tudo, você deveria ver como o meu sorriso mudou. como ele é verdadeiro sempre que surge. como cada simples detalhe pode fazer diferença pra mim. você deveria ver. ver minha vida. agora.
sonho que se sonha.
ouvi dizer que são os sonhos que nos mantém sãos. são eles que nos fazem ir à luta. mas talvez seja a realização dos sonhos que nos mantenha firmes, afinal, a frustração é um péssimo caminho.
os meus sonhos estão todos na uti. nunca concordei tanto com a maíra viana.
sempre fui do tipo sonhadora. quando criança, sonhava em ser artista. fazia encenações sozinha. cantava com o controle remoto na mão. fazia as minhas próprias coreografias. queria ser um símbolo. mas a vida engoliu essa possibilidade. e passei a sonhar em simplesmente ser alguém. alguém importante pra uma pequena parcela. sonhei em lecionar e em fazer das minhas aulas algo muito maior. porém, a própria sala de aula me engoliu. a parte isso, sempre sonhei com uma família. a minha própria. uma casa no campo, dois filhos, o amor da minha vida e um pôr de sol. esse sonho desbotou e hoje não me pego mais desejando algo além do que já tenho. o amor da vida não existe. a casa no campo também não. sonhei em estudar na usp. e estudei. e desisti. sonhei com um corpo perfeito. desisti de pensar nisso. sonhei com mais coragem e sempre me pego com medo de tomar decisões. sonhei com noites carregadas de risadas e acabei passando a maioria na minha própria companhia. sonhei com um mundo justo e assisto ele estagnado. sonhei em sair por aí sem destino, a procura de novos sabores e paisagens. sonhei com esse blog maior. sonhei com textos melhores. sonhei em conseguir dormir. sonhei en parar de desejar tantas coisas.
sonhei tanto que perdi a realidade. hoje só sonho acordada. e quase nunca a sorte está ao nosso favor, até porque os milagres só acontecem quando a gente vai à luta. e já desisti de lutar.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
retrospectiva 2014.
atrasada pra fazer a retrospectiva 2014?
foi um ano e tanto. pra vida de todo mundo, foi só acompanhar os noticiários pra ver que esse ano foi turbulento. a começar pelas mortes que afetaram todos os fãs e não-fãs. atores, comediantes, políticos. já dizia algum poeta que a única certeza da vida é a morte e, mesmo sabendo, não sabemos lidar com a perda das pessoas.
tivemos as eleições, acompanhadas desse chorume nas redes sociais. muitas pessoas perderam a cabeça, perderam o sentido daquilo tudo. a opinião ainda é pessoal, compartilhe a sua, mas não esqueça de respeitar a do outro. e, principalmente, tenha consciência da sua posição. votar ou não votar em alguém sem consciência é a maior idiotice que pode fazer.
tivemos a copa, o 7x1, como aprendizado. sou fã do futebol e sabemos que ele é justamente isso: hoje eu perco pra um dia ganhar. hoje ganho pra um dia perder. sou corintiana e sei como é sofrer, meu time foi rebaixado, sofri, mas vivi a conquista da libertadores. são altos e baixos da vida. que isso sirva de algo. jogar com o peito de campeão é mais empecilho do que vantagem. o ego perde o jogo.
na minha vida, posso dizer que ganhei muita coisa, muito aprendizado e muita paciência. foi um ano turbulento, com o reflexo de ter largado a faculdade e o estágio logo nos primeiros meses. mas fui mãe, e a alice foi como sempre a minha maior força. estava perdida e hoje tenho um caminho a seguir, um caminho que tenho em mim ser o melhor. quero ser jornalista e fazer do que escrevo parte de algo. quero vender minhas artes. quero permanecer com o nó.
comecei namorando e termino solteira sem vontade nenhuma de me meter em nenhum relacionamento, por saber que não to pronta pra isso. comecei com alguns amigos, ganhei os melhores no caminho e fortaleci os antigos. aprendi que ser brega é maravilhoso! me apaixonei e permaneço apaixonada em colecionar momentos. valorizei minha família muito mais do que antes (eu acho). era aquela adolescente rebelde sem causa, que não perdia oportunidade nenhuma pra uma discussão, mas hoje só quero almoçar no domingo e sentir que ali é meu lugar. sentar no sofá pra ver esquenta, sambar com minha mãe e conversar com meu padrasto. aceitar que cada um pensa de um jeito, mas que somos parte de algo maior. somos o alicerce de três crianças e isso é maior do que as discordâncias.
ainda sou a mesma na maioria dos aspectos, mas aprendi a lutar contra minhas crises de estresse, ansiedade e insegurança. se sinto isso, sei como não perder a cabeça. usei calmantes e os larguei, em definitivo. não voltei pra terapia, mas quero muito voltar. recuperei as noites de sono e diminuí as doses das medicações.
aprendi a não ser refém do que escrevo aqui. se alguém ler, leu. tudo tem um fundo de verdade. alguns mais ficticios do que outros, mas pra mim, todos reais. o nó é parte de mim, assim como todos os outros nós da minha vida. atados ou desatados.
só posso agradecer, a minha mãe, acima de tudo. a minha família, com os milhares puxões de orelha. aos meus amigos, por todos os passeios, noites sem dormir, refeições sem fim e risadas. a minha filha e afilhada por serem minha força. e por mim, por eu ter me suportado, ter suportado tanta coisa e ter vivido sem medo. e, por você, leitor assíduo ou não, da coisa mais pessoal que eu tenho. por você me dar uma razão pra permanecer escrevendo e acredirando em minhas palavras e playlists.
um 2015 cheio de amor ❤
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
terapia, sim ou claro?
fiz muitos anos de terapia. muitos mesmo. no começo, eu era apenas uma criança, nem entendia o porquê de estar conversando com alguém que mal conhecia. mas eu achava legal, de certo modo, era péssima em fazer amizades e ter alguém que escutasse minhas coisas banais era reconfortante. não sabia ver aquilo como mera relação profissional. não escondi dos meus colegas da época. e começaram as indagações sobre minha loucura. até parecia algum tipo de pecado ter uma psicóloga. mas a vida me mostrou que eu precisava daquilo. só de saber que eu tinha alguém que me fizesse ver o que eu insistia em não ver, já era maravilhoso. nunca ouvi as melhores coisas. descobri muitas coisas sobre mim que nem imaginava que existiam. mas também descobri o caminho do controle. claro que tudo depois de um certo tempo, porque eu sou mesmo a senhora teimosia. lembro das vezes em que ela perdia a cabeça comigo e me mostrava como eu estava sendo idiota (o que obviamente estava). mas lembro de como eu sempre saía de lá com desejo de ser melhor, por mim. claro que com muita luta, luta que persiste durante todos os meus dias. e sei que, sem a minha terapia, eu seria alguém muito mais perdido. foram anos de muito crescimento, muito auto conhecimento e de muita esperança.
um dia, talvez, eu tenha coragem de contar minha história aqui pra vocês, para que entendam a importância dessas horas semanais na minha vida. e queria encorajar algumas pessoas à terapia. desde cedo sonhei em ser psicóloga, por ver na minha quase que uma heroína. hoje sei que não nasci pra isso, mas sei, mais do que ninguém, o quanto isso muda a nossa perspectiva e faz com que a gente queira ser alguém melhor.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
wishlist de aniversário.
vinte e dois dias para os vinte e dois anos. não sei porquê, mas estou muito³ ansiosa animada com meu aniversário esse ano. quero festas, sorrisos, realizações e amor.
algumas pessoas já vieram falar comigo sobre presente, mas acho um pouco chato da minha parte ficar falando o quê pra cada um, então aqui está uma lista das coisas que tenho desejado com força. soa meio pedinte, mas acho mais justo dessa forma.
1. livros
ok, livros estão em todas as listas, mas sendo específica, to há tempos desejando o guerreiro pagão, do bernard cornwell, é o sétimo livro de uma saga que acompanho há anos. qualquer título do milan kundera e do bukowski. insurgente, da veronica roth. e coisas frágeis, do neil gaiman.
2. cd's
kings of leon e los hermanos. mas se você souber de outra banda que eu amo, não negarei.
3. dvd's
quentin tarantino, tim burton e chistopher nolan é mais do que acerto. tem alguns títulos mais específicos, que se souber, também estou disposta a ter.
4. papelaria
amo caneta, caderno, agenda, caderneta, clips, grampo, branquinho, post-it.
5. perfumaria
esmaltes! aceito todos, de todas as marcas, cores e tipos. mas tenho queda por azuis e pretos.
6. vestuário
amo xadrez. amo camiseta branca. amo converse.
mas, de verdade, se você se importa comigo a ponto de ter chegado ao final da lista, só esteja comigo nesse dia, do jeito que puder. eu me importo com presença muito mais do que com qualquer item da lista. o carinho é sempre mais representativo. sempre.
domingo, 30 de novembro de 2014
meu sol.
por anos na escuridão esperei enxergar a luz no fim do túnel. procurei sem parar por esse brilho que me traria paz e sossego. não permiti que meus olhos se acostumassem com a ausência da luz e fui refém do meu próprio desejo. fui refém de um sonho que nunca se tornaria realidade. refém de uma vontade estúpida e sem sentido. pra quê então, a própria luz viesse a mim. uma luz singela, mas real. um detalhe que não me cegou, mas me fez sair da cegueira. eu sempre dei valor aos detalhes. e pelo menos nisso sempre estive certa. são todos os "bom dia" que fazem diferença. todas as risadas, cafés da tarde e conversas corriqueiras. é sempre a presença que muda os nossos conceitos. essas presenças que fazem falta, que fazem os domingos ser muito mais significativos e prazerosos. são sorrisos à toa. risadas verdadeiras. é a impossibilidade de saber dizer o quanto alguém é importante pra você. mas ter a certeza de que a vida é muito mais vida. é ter os presentes mais simples e os mais comoventes. todas as páginas que posso dar e receber. todos os textos que posso ler ou escrever. todas as palavras que me comovo a ouvir ou a dizer. todos os sonhos que não tenho medo em compartilhar. é a minha própria luz. uma luz que não cega, aquece. meu sol.
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
eu, a pessimista.
desde que me conheço por gente sou pessimista. eu sempre, sempre espero pelo pior. a vida sabe me surpreender bastante, conseguindo achar coisa pior do que as minha ideias, mas, de certo modo, sou feliz assim (mesmo às vezes não atravessando a rua achando que vou ser atropelada). dessa forma, todas as surpresas e todos os momentos felizes foram muito mais aproveitados. cada brigadeiro, abraço, festa, descanso e amor tiveram um significado muito maior. muito mais inexplicável. eu me entregava muito mais à felicidade.
de uns tempos pra cá, ando bem mais feliz. isso faz meu cotidiano ser mais leve (não tenho pavor de atravessar a rua), mas também me deixa mais vulnerável às complicações. qualquer tropeço eu transformo em capote. talvez por mau costume. hoje mesmo passei por um problema singelo, que transformei na ~catástrofe do dia~, muito pior do que o estresse que eu passava antes.
são apenas dois modos de viver, cada qual escolhe o seu. eu amo ser pessimista.
são apenas dois modos de viver, cada qual escolhe o seu. eu amo ser pessimista.
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
sobre reflexos.
fujo dos espelhos. há algo em mim que prefiro não ver no meu reflexo. nesses meus olhos e nesse rosto. o que vejo não é nada do que sou. é só uma visão, uma ilusão. então passo o caminho fugindo de todos os vidros, de todos os meus rostos duplicados. mas, ao te encontrar e permanecer ao seu lado, isso muda. gosto do sorriso que formo quando estou com você. gosto de observar cada marca da expressão da minha felicidade. como meu rosto escondido no seu ombro parece calmo e feliz. como meus olhos tão vagos agora parecem vívidos e cheios de brilho. como seu corpo em volta do meu forma um encaixe perfeito. me enlaço em você para gravar esse reflexo em minha mente. não perder nenhum detalhe de nós dois. e melhor do que ver meu reflexo em espelhos ao seu lado. é poder olhar em seus olhos castanhos e me enxergar ali. enxergar nossas vidas e nosso mundo. nosso passado, nosso futuro. e sempre o nosso presente.
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