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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

O melhor da vida é De Graça

Marcelo Jeneci é uma das maior vozes da atualidade da música nacional, porque? o De Graça explica.

O álbum foi lançado em novembro de 2013 pela Slap Recordes, da Som Livre, e faz parte do programa Natura Musical. Seguindo o título, ele foi disponibilizado gratuitamente no site do cantor, em seu canal no youtube e no spotify

É um álbum sem restrições, que atende todos os públicos, em função de suas letras e temas simples, que têm como base a leveza da vida e a gratuidade da felicidade. Desde a primeira faixa, Alento (a minha favorita desde sempre e para sempre), Jeneci  nos ensina a apreciar o cotidiano e a simplicidade das coisas. A faixa que dá nome ao álbum é um hino, nos convida a "acordar e desfrutar a graça de viver", aprender que o melhor da vida é de graça e a dançar, com sua melodia animada - quase que experimental. Além da celebração da vida, há também melancolia, em faixas como Pra Gente se Desprender e Tudo Bem Tanto Faz, que dão espaço ao piano e à voz de Laura Lavieri, companheira musical de Jeneci. 

Sobre os arranjos e melodias, vemos a evolução, em comparativo com o primeiro álbum do cantor, o Feito Pra Acabar. A Vida é Bélica, Um de Nós, Temporal e Nada a Ver nos mostram diferentes possibilidades, diferentes ritmos e diferentes sentimentos, mas todas nos prendem do início ao fim, por serem universais e se adaptarem a momentos distintos.

Uma coisa que acho linda é a definição que o próprio Jeneci dá dessa obra arte:

"De Graça é um espelho.
De um lado ele reflete você, de outro, o universo.
Que é como a gente, sem fim.
O De Graça acontece.
Como o sol, que não é meu, nem seu.
É nosso."


Bom proveito!

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Troco Likes

Nunca gostei muito de Tiago Iorc, é aquele artista que quando toca eu não tiro a música, mas que eu mesma nunca ia atrás pra ouvir. Isso mudou completamente com o lançamento do seu novo cd, o Troco Likes, no spotify. Dei play por um acaso do destino e que cd maravilhoso! Pra quem gosta de músicas românticas (ou está apaixonado), é o paraíso.

A primeira faixa que ouvi foi "Liberdade ou Solidão" e, sinceramente, só colocando a letra pra vocês entenderem o quanto ela é maravilhosa (é a menos amorzinho e a que eu mais amei):

Livre era o que ela mais queria ser. Livre pra ir e vir e ser o que quiser, quando quiser e se quiser. Mas só o tempo só pra descobrir se a liberdade é só solidão. E só o tempo só pra descobrir o que é ser. Livre, se já não faz sentido ou nunca fez. Livre pra encontrar motivo outra vez, mais uma vez ou de uma vez. E só o tempo só pra descobrir se a liberdade é só solidão. E só o tempo só pra descobrir o que é pra ser. Livre pra rir do que é um ruim, então chorar de feliz. Livre, não por acaso o acaso não condiz, quando condiz com o que se quis. E só o tempo só pra descobrir se a liberdade é só solidão. E só o tempo só pra descobrir o que vai ser. E só o tempo só pra descobrir se a liberdade é só solidão. E só o tempo só o tempo pra descobrir o que é viver. 

Sendo sincera, ainda não tenho uma opinião precisa sobre tudo porque ainda estou na fase do encantamento e vocês já devem ter notado que eu fico meio sem critérios técnicos nessa época (mas é muito bom de todo jeito). O que vale são todas as coisas que sinto. E quantas coisas lindas. Recomendo "Amei te Ver", "Sol que Faltava", "Cataflor", "Mil Razões" e "Coisa Linda", que ele já havia lançado em seu canal no YouTube.


Me contem se gostaram!

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Frida em São Paulo!

Não sei vocês lembram que indiquei Frida nesse post aqui. Pois bem, o universo ouviu minhas preces e eles vão fazer um show aqui em São Paulo! Será dia 23 de julho, no Urucum Espaço, na Vila Madalena. 

Caso alguém tenha escutado e gostado, será uma ótima oportunidade. 

Eu estarei lá ♥


segunda-feira, 15 de junho de 2015

Jay Vaquer!

Domingo foi dia de ver Jay Vaquer (te amo, Haddad). foi um show curto mimimi, mas com uma setlist esplêndida. ele foi todo piano e voz, ou seja, chorei mais do que o previsto. Ele já começou o show com Quando Fui Fred Astaire, o que foi um lindo soco no estômago.


ele cedeu ao meu pedido e tocou Num Labirinto, a música que fez com que eu me apaixonasse pelo trabalho dele (e que também me coloca no fundo do poço).

E, depois do show, atendeu a todos os fãs com o mesmo carisma de sempre!
Um amor de pessoa, um ótimo cantor e compositor. 

terça-feira, 9 de junho de 2015

saca la muerte de tu vida, por Esteban

saiu o cd novo do Esteban!

corre no spotify! se não tiver uma conta, faça! porque spotify ♥


segunda-feira, 8 de junho de 2015

Esteban, um caso de amor e ódio.

Em novembro de 2012, eu tive o prazer e a felicidade de conhecer o ¡Adiós, Esteban!, do Rodrigo Tavares (o Tavares, ex-baixista da Fresno) e foi como se eu tivesse achado água no meio do deserto. Me apaixonei profunda e instantaneamente pelo trabalho dele, pelas letras que beiravam a depressão e pelas melodias que beiravam o experimental. 

O álbum é composto por 12 faixas de despedaçar o coração. O Rodrigo é autor e produtor de todas as faixas e gravou todos os instrumentos, menos acordeon. É uma produção independente que dá gosto de ouvir, mesmo. Quanto às letras, na minha interpretação, é uma linha cronológica de um término de relacionamento. Vemos o início do fim, até a última faixa, onde rola a superação. É uma opinião pessoal do que eu sinto com o álbum, vocês podem não ver exatamente isso, ok? (mas é isso sim)

Algumas pessoas o encaram como um álbum clichê, com rimas óbvias e tema desagradável. Primeiramente, eu acredito, que música se sente. Não é só um monte de técnicas e técnicas, pra um monte de gente ficar julgando o melhor arranjo e a melhor forma de se compor. Se aquilo não fizer sentido pra você, não vai valer. Eu senti muitas coisas com esse álbum, desde ódio (muito ódio) até esperança, me sentia no direito da apropriação da obra alheia, já que as palavras não são exatamente a minha área. O amor ainda é um tema universal, o qual todo ser humano não-sociopata, se identifica. E a perda dele também.

Segunda-Feira (o hino da tristeza)

¡Adiós, Sophia! (o hino da superação)

Essa semana tem lançamento do CD novo, Saca la Muerte de tu Vida, então logo mais tem texto novo. 

quinta-feira, 28 de maio de 2015

how big, how blue, how beautiful

o terceiro álbum de florence + the machine, how big, how blue, how beautiful, seria lançado no dia 1º de junho, mas tudo nessa vida ta vazando (menos hannibal).

passei a tarde de hoje escutando o álbum e gostei muito. acho a voz da florence maravilhosa, pra início de conversa. e gostei do que foi apresentado. não sou uma ouvinte assídua da banda, mas acredito que isso vá mudar com esse álbum. as faixas "ship to wreck" e "delilah", dentre as minhas favoritas, são ótimas pra dançar. já "long & lost" entrará na minha playlist pra dormir ou pra sofrer.

deixando meus gostos pra lá, baixe aqui o álbum.

pra quem não conhece, delilah ♥


sexta-feira, 8 de maio de 2015

frida.

não tinha a intenção de escrever sobre essa banda. e, na verdade, nem vou. só quero que conheçam mesmo.

Frida, de Gravataí, Rio Grande do Sul.


sexta-feira, 27 de março de 2015

A Praia, de Cícero.

bom, pra quem acompanha as playlists, sabe que eu gosto de Cícero.

o Canções de Apartamento é muito importante pra mim. quando o conheci, não conseguia parar de ouvir. dessa forma, quando o segundo álbum dele, Sábado, foi lançado, eu tinha uma expectativa muito alta e talvez isso tenha feito com que eu não me apegasse muito. minha expectativa estava baixa com o terceiro álbum, A Praia, que foi lançado ontem em download gratuito no site do Cícero. mas, mesmo assim, baixei assim que pude e já ouvi. e aí vem a surpresa: eu gostei muito.

é um álbum com muitas coisas novas. gostei das distorções, de todos os assobios, e experimentos do álbum. fora as letras. esse moço escreve mesmo muito bem. e, diferentemente dos outros, esse tem um peso mais feliz, eu diria. são melodias e letras que te fazem sentir bem, coisa que o Canções de Apartamento COM CERTEZA não faz.

pra quem não conhece Cícero, está mais do que na hora. pra quem conhece e não gosta, só lamentos. pra quem já conhece o trabalho dele e gosta, como eu, A Praia é uma ótima pedida.

segue o ábum completo no youtube, mas pra quem quiser, como já disse, tem disponível pra download no site dele, esse aqui. ele vai disponibilizar em outros lugares depois (por favor, que seja no spotify ou no soundcloud).


escutem com o coração aberto, ok? 

ah, só mais uma coisa: terminal alvorada ♥


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Humberto Gessinger, o show.

como vocês já sabem, amo engenheiros do hawaii e, consequentemente, humberto gessinger. no dia 10.01, tive a imensa felicidade de ir ao show de 30 anos de carreira dele aqui em são paulo. e, sinceramente, não sei como expressar a alegria que senti. a setlist foi perfeita, contou com os grandes sucessos e com as músicas do seu álbum novo, insular. 

o que mais me alegrou foi ver a disposição, o prazer e a felicidade do humberto, do esteban e do rafa. dá pra ver que é exatamente a música que os fazem bem, que aquilo ali não é meramente um ganha pão. 

bom, na realidade, não to aqui pra dar os detalhes do show, mas sim pra mostrar um vídeo pra vocês. como sabem, o blog tem esse nome devido a ando só dos engenheiros, pois bem ELA ESTAVA NO SETLIST! meu nervosismo só me permitiu gravar uma parte da música (e não ficou bom). mas ta aí!






terça-feira, 30 de setembro de 2014

Sobre depois da curva.

eu tenho uma paixão muito grande por pouca vogal. é como a trilha sonora da minha vida nas vozes do Humberto Gessinger e do Duca Leindecker. não quero passar muito tempo falando especificamente da banda porque meu foco hoje é uma música deles: depois da curva.

pra explicar, devo dizer que passei por uma fase muito complicada na vida, como qualquer ser humano normal. estava no fundo do poço e sempre cavando mais e mais, fazendo dali o meu verdadeiro lugar no mundo. quando não estava tentando me sentir pior com as músicas mais erradas possíveis, eu ouvia essa música. "amanhã talvez esse vendaval faça algum sentido". era o que eu esperava. achar algum sentido em todo o meu sofrimento, todas as lágrimas, dores, noites sem dormir, calmantes, sessões duplicadas de terapia e crises. eu queria acreditar que tinha um motivo. e esse motivo existe. existe logo ali, depois da curva. esperei muito tempo pela curva passar, para que o temporal saísse do caminho. 

confesso que só ontem reparei (de verdade) no último verso da música: eu vi, eu vim, venci a curva. bom, não preciso explicar a metáfora aqui, acho que é bem clara. e é bem isso, a curva dura o quanto tem que durar ou o quanto fazemos que ela dure. 

a vida não é uma linha reta, mas ver o mar azul e o céu azul que estão depois da curva, no fim de tudo, é resultado do tempo e da forma que gastamos para passar por ela (ou elas).

segue o vídeo, que está no ao vivo em porto alegre ♥ 


amanhã, talvez, esse vendaval faça algum sentido.
dá pra se dizer qualquer coisa sobre todo mundo.
por hoje é só, vou deixar passar a ventania,
talvez amanhã, vento, vela e velocidade
mar azul, céu azul sem nuvens 
logo ali depois da curva 
ali, logo ali, ali depois da curva

amanhã talvez esse temporal saia do caminho
dá pra escrever, o papel aceita toda qualquer coisa
por hoje é só, vou deixar passar a tempestade
talvez amanhã, água pura e toda verdade
mar azul, céu azul sem nuvens 
logo ali depois da curva 
ali, logo ali, ali depois da curva
ali, logo ali, ali depois da curva
ali, logo ali, eu vi, eu vim, venci a curva.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Sobre Quando Fui Fred Astaire

"e o mundo fazia sentido de pernas pro ar 
e o mundo visto ao contrário parecia no lugar"

Talvez eu tenha que ouvir "Quando Fui Fred Astaire" menos. Bem menos.

Essa música é do Jay Vaquer, um cantor e compositor carioca maravilhoso. Ele tem, atualmente, cinco álbuns de estúdio e um ao vivo. A canção que citei é do Você não me conhece, de 2005, que não é o meu álbum favorito dele, mas com certeza essa música tem sido a melhor dos meus dias.

A letra dela fala sobre a falta de gravidade, obviamente, mas pra mim fala sobre mudanças e adaptações. Sobre a vida tirar o seu chão, mas mesmo assim você descobrir que pode sim dançar no teto, que mesmo de cabeça pra baixo há chance de encontrar sentido nisso tudo. Claro que tudo de cabeça pra baixo é meio complicado, mas estar assim talvez seja apenas mais um dos caminhos da sua vida e ficar lutando contra ele não vai adiantar de nada. É saber reconhecer as coisas mesmo da forma mais estranha, ver a disformidade como parte de tudo. É compreender que as coisas perdidas ou que simplesmente deixaram de fazer parte da sua vida, talvez não devessem estar ali e seguir em frente. Ficar travado não te leva a lugar nenhum, a gente precisa ver que, caso algo tenha se perdido, deve ter sido por um fator determinado, é só preciso reconhecê-lo bem.

Fora tudo isso, a música tem uma atmosfera muito gostosa, ela embala como nenhuma outra.

Bom, já cansei de falar, deem uma escutada e abram o coração ♥



"e eu, que sempre sonhei em voar, só queria sobreviver"

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Sobre fragmentos, mas só para raros.

Sei que to bem ausente, mas é por um bom motivo, na verdade, vários bons motivos.
A questão é que eu estava limpando meu e-mail e achei esse texto no meio de um monte de propaganda. Uma amiga minha, Marina, postou no blog dela há um tempo atrás e, bom, quase chorei ao ler (talvez eu esteja bem emotiva).

Ele foi retirado do final do DVD "Fragmentos III" do Teatro Mágico.
"Senhoras e senhores, ponham a mão no chão.
Senhoras e senhores, pulem em um pé só.
Sem horas e sem dores, ponham a mão no coração.
Pra quem nunca esteve no teatro mágico, o que vai acontecer agora é algo muito simples.
A gente vai falar daquilo que é óbvio e o óbvio muitas vezes deixa de ser óbvio e explicito para muitas pessoas diariamente:
A poesia que passa por nos despercebida
A coragem que nos falta em determinado momento
A palavra que nos falta na hora exata
O gesto que eu deixei pra ontem e hoje não me cabe mais
Ontem, já passou, acabou.
Daqui a pouco não existe ainda
Daqui a 15 minutos, não existe ainda.
A gente só tem agora, pra olhar no olho, pra reclamar, pra conversar. Pra falar. Olha era pra ter respeitado, ficado de pé, ficado sentado e, lá, lá e depois logo em seguida reconhecer, a gente só tem agora pra ser e está. Essa é nossa única oportunidade, eu não sei quantas são as pessoas e para quais são as pessoas para qual a gente poderia falar isso. Tem muita gente que nem ta aqui hoje e que gostaria de ouvir isso e você? Talvez você nem saiba o quanto é importante uma palavra tua para alguém! E isso pode parecer à coisa mais óbvia e brega do mundo, mas não é, por isso com muito carinho toda a trupe apresenta pra vocês...Vocês!"

Eu já fui em alguns shows deles e confesso que esse é um dos meus momentos preferidos. As luzes da plateia são acesas quando o Fernando Anitelli entoa "vocês!" e há um coro lindo de "só enquanto eu respirar vou me lembrar de você". Sempre acabo chorando. É como se sentir parte de algo, saber do nosso significado pra alguém e também saber do significado de alguém pra gente.

A música é "O Anjo mais velho", a mais conhecida deles.
O vídeo completo, com a música e o texto, é esse aqui:


Espero muito que gostem e que mexa com vocês também (pra eu ter certeza que não to exagerando no sentimentalismo).

quarta-feira, 12 de março de 2014

Desate o nó.

Não me recordo se alguém chegou a me perguntar porque a url desse blog é desateo-no. Algumas pessoas simplesmente sabem.
Desate o nó vem de uma música dos Engenheiros do Hawaii, chamada Ando Só. Ela foi lançada em 1991, no álbum Várias Variáveis, um dos meus favoritos deles (pra quem não conhece muito a banda, eu recomendo com todas as forças do meu coração e, se quiserem começar com alguma indicação, escutem esse álbum).

É quase um hino na minha vida, é aquele tipo de música que pesa no coração e te transmite todo o tipo de sentimento. Durante uma época eu usava como uma música de libertação do meu passado e aceitação do meu presente. Hoje em dia eu escuto pra me lembrar dos nós que ainda preciso desatar.

Ta aí, pra quem quiser desfrutar <3 Ela começa com O Sonho é Popular, também dos Engenheiros.
Esse vídeo foi gravado na turnê solo do Humberto Gessinger.


Ando só, pois só eu sei pra onde ir, por onde andei
Ando só, nem sei por que, não me pergunte o que eu não sei

Pergunte ao pó, desça o porão, siga aquele carro ou as pegadas que eu deixei
Pergunte ao pó, por onde andei, há um mapa dos meus passos nos pedaços que eu deixei
Desate o nó que te prendeu a uma pessoa que nunca te mereceu
Desate o nó que nos uniu, num desatino, um desafio
Ando só como um pássaro voando
Ando só como se voasse em bando

Ando só pois só eu sei andar sem saber até quando
Ando só.